segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pimenta preta poderá tratar manchas brancas de pele

Composto que dá sabor picante  consegue estimular pigmentação


NBRSolutions - Consultoria de Sistemas de Informação

Os especialistas estimam que o vitiligo afecta uma em cada cem pessoas. Os tratamentos actuais incluem a administração de corticoesteróides na pele e fototerapia através de radiações UV, para repigmentar a pele. Contudo, segundo a BBC, menos de um quarto dos pacientes respondem positivamente aos tratamentos, além de que a fototerapia a longo prazo pode aumentar os riscos de cancro.
A equipa examinou os efeitos da piperina e dos seus derivados sintétios, após serem aplicados em peles de ratos, isoladamente ou seguidos por fototerapia. Usados isoladamente, a piperina e dois dos seus derivados estimularam a pigmentação até uma tonalidade castanha clara no prazo de seis semanas. Combinando este tratamento com fototerapia, a pigmentação saiu mais escura. O efeito foi alcançado mais depressa e durou mais tempo do que a fototerapia utilizada isoladamente.
À BBC, o investigador Antony Young disse que «mostrámos que o tratamento tópico com piperina estimula a pigmentação da pele. Combinada com radiações UV, aumenta significativamente a pigmentação, com resultados cosmeticamente melhores do que os das terapias convencionais para tratar o vitiligo».
Por sua vez, Nina Goad, da Associação Britânica de Dermatologistas, comenta que «o vitiligo é uma doença visível que pode afectar bastante os pacientes psicológica e emocianalmente. Qualquer novidade nos tratamentos é muito bem vinda. Estas descobertas poderão levar ao desenvolvimento de tratamentos, que não só obtêm melhores resultados, como também poderão reduzir a necessidade de radiações UV, diminuindo assim o risco de desenvolcer cancro».


A pimenta preta poderá vir a dar origem a um novo tratamento do vitiligo, uma doença não contagiosa que se caracteriza pela perda da pigmentação natural da pele, traduzindo-se em manchas brancas no corpo. Segundo a BBC, os investigadores descobriram que a piperina – o composto que dá à pimenta preta o seu sabor picante – consegue estimular a pigmentação da pele. O estudo, levado a cabo no King's College London, é divulgado no “British Journal of Dermatology”.
Fonte: Sapo / NBRSolutions


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